Rafael França

Rafael França
janeiro 6, 2016 zweiarts

Em parceria com a Galeria Jaqueline Martins, a Casa Nova tem o prazer de apresentar os videos “After a deep sleep_Getting out “,1985, “As if exiled in Paradise”, 1986 e “Insonia” de 1989 do artista brasileiro Rafael França (1957-1991), que estarão em exposição a partir de 7 de Abril de 2016.

Precursor, no Brasil, de experiências que articulam arte e tecnologia, Rafael França, afastou-se dos meios tradicionais das artes plásticas. Inovou nos processos de elaboração da imagem-movimento ao utilizar novos meios para elaborar seus trabalhos, o que resultou em reflexões e debates sobre as relações entre palavra-imagem e sobre corpo e interpessoalidades.

Na mesma década, formou, com Hudinilson Jr. e Mario Ramiro, o coletivo 3Nós3 que realizou intervenções, muitas vezes de forma anônima, no espaço urbano com forte carater politico.

Radicado nos Estados Unidos, frequenta o School of the Art Institute of Chicago e articula linguagens do vídeo e computação, produzindo instalações e videowalls. Seu trabalho subverte formas consolidadas de ficção ao fazer de si mesmo, e de seus amigos, personagens desafiadores. Interfere e manipula elementos presentes nesses meios, como a sincronia das falas, com o objetivo de alterar noções de tempo e espaço.

Com forte recorrência das temáticas sobre sexualidade e morte, sua obra é interrompida de forma precoce em 1991.

Rafael Luiz Zacher França. (Porto Alegre RS 1957 – Chicago, Estados Unidos 1991). Artista multimídia. Forma-se em artes plásticas pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP) e em 1985 torna-se mestre em artes pela The School of the Art Institute of Chicago. A partir de 1982, passa a viver alternadamente em São Paulo e Chicago, produzindo vídeos, instalações e trabalhos de curadoria nos dois locais e também em sua cidade natal. É também um gravurista talentoso e crítico de arte particularmente voltado para questões atuais da arte contemporânea, colaborando em várias revistas especializadas do Brasil e do exterior e também na organização de mostras de videoarte (por exemplo, mostra da 19ª Bienal Internacional de São Paulo, 1987). Tem uma obra videográfica das mais coerentes e sistemáticas de toda a arte eletrônica brasileira.